Sáb. 29 de ago. 02h07 am.
Um mês atrás, coloquei meus fones de ouvido, meu tênis e saí para dar uma volta no meu bairro, Tijuca. Andando meio no automático, do nada reparei em um café novo na rua atrás da minha casa. E, quando eu vejo um café novo, preciso entrar e pedir um expresso duplo. Sou viciado nisso.
Cedro Café (@cedrocoffee), um ambiente extremamente simpático que abriu há poucos meses. Batendo um papo com a proprietária e o barista, comentei sobre o Teto Café, e a minha surpresa foi reparar na cara do barista, se certificando de que eu tinha falado mesmo Teto. Ambos olharam no Instagram e, na conta de um deles, havia cerca de 80 pessoas em comum que seguiam o café.
“Se você ama um refúgio urbano, certamente vai gostar do Teto. Localizado em Pinheiros, escondido atrás de uma loja, apenas uma placa e um corredor indicam que você está no local certo. Com atendimento impecável e uma vasta possibilidade para os vegetarianos e veganos, escolha sem medo os cheesecakes, acompanhados da curadoria do café do momento.”
Em 2 de novembro de 2024, Luiza escrevia isso na Vogue Brasil Lifestyle, o que é engraçado porque só descobri isso agora, em agosto de 2026.
Realmente, quando você está dentro da sua casa, que foi o meu caso, em uma agência ou em um escritório, dificilmente você tem contato de novo com aquela marca ou projeto ao qual se dedicou tanto. Onde ela foi parar? Em que ambiente está sendo usada? Como ela impacta e é reconhecida pelas pessoas? Pode ser pelos baristas, pelos amantes de cafés mais entendidos ou simplesmente pelos curiosos. Eu preciso ser sincero com vocês, não entendia nada sobre tomar café, embora tenha começado a fumar com 15 anos e consumido litros e litros de café e maços de cigarro por dia.
Ambas as coisas deixei no passado. Parei de fumar e, por um longo período de tempo, também parei de tomar café, até que me vi obcecado por esse projeto e imerso em pesquisas e nesse universo, tentando ao máximo achar um ponto de contato onde pudesse criar algo que significativamente conversasse com esse pessoal que não era o meu pessoal. Mas hoje, já tendo adquirido meu segundo moedor e adotado a prensa francesa como meu método preferido, o café há muito tempo deixou de ser algo banal e se tornou um ritual matinal de todos os dias.
Moer, esquentar a água, descer o êmbolo da prensa apenas para criar mais contato do pó com a água e, depois de 4 minutos, descer com ela até o final e tirar meu belo copo de café mudou minha perspectiva.
Mais um presente que só o meu ofício no design e na ilustração pode me dar.